A Vida Invisível de Addie LaRue.


"Legado. O que é um legado? é plantar sementes em um jardim que você nunca verá florescer"

As ideias, como aprendi com esse livro, são como ervas daninhas, elas impregnam e se espalham. e foi exatamente assim, plantando ideias, soprando inspiração em cada quadro, escultura, canção, inspirando a arte, que Addie Larue conseguiu deixar sua marca no mundo, mesmo sendo invisível. mesmo não podendo escrever, pintar, esculpir e ser lembrada, foi assim que ela encontrou as brechas em sua maldição.

Addie, depois de 300 anos de perdas, encontra em Henry o que mais procurava: o reconhecimento. em NY, tudo é possível. depois de séculos sendo esquecida, de sempre ter dito "olá" mas nunca um "adeus" Addie tem essa chance, essa brecha impossível, esse conforto inesperado. lembro dela em 1724, 10 anos depois de ser amaldiçoada, se apaixonando por Remy. antes, ela aprendeu da forma mais dura e cruel a sobreviver à Paris, mas com Remy foi diferente, até ele adormecer e ao acordar, esquecer dela. 20 anos depois, ela encontra o mesmo Remy, sonhador, agora mais velho. e, sinceramente? foi isso que me quebrou. a contagem do tempo em uma pessoa que ela conhece. o fato de sua imortalidade ser tão nítida, e de nem sequer haver um vislumbre de reconhecimento no olhar das pessoas que ela perde.

Quando a Addie volta para casa, em Villon, depois de quase 100 anos, o baque é ainda mais doloroso. ver os túmulos do pai e de Estele, sua amiga e anciã, mortos pouco depois de sua maldição, foi um choque pra mim. eu pensei "caramba, ela realmente é imortal e vai ver a morte de todas as pessoas que foram importantes pra ela"

agora, vou dedicar poucas linhas para o Luc: A Escuridão. manipulador, egoísta, perigoso, traiçoeiro. 300 anos e ele ainda se diverte com a angústia da Addie. trata ela como posse, como se ninguém mais tivesse direito de conviver com ela. ele quer ela destruída, uma sombra, frágil e efêmera, mas a Addie é teimosa, forte, e tem consciência do peso de Luc sobre ela, mas não se dobra, não se dar por vencida. ela vai ser a vencedora desse jogo infinito. 

Transitamos pela vida de Addie Larue e seu legados por meio de pinturas, como a de Matteo em 1806, como a de Sam em 2014, de canções, como a de Toby, e através de polaroides, como as tiradas por Henry.  O legado dela são inspirações. e elas crescem daqui até a eternidade. 


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